QVT - QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO
É conhecimento de
todos que as práticas para gerar qualidade de vida no trabalho se tornaram um
tema bastante recorrente nos meios digitais, dentro e fora das organizações e
por diversas camadas da sociedade. O trabalhador no geral já está mais
consciente que não vale a pena estraçalhar sua vida pessoal ou sua saúde em um
emprego cujo qual é tão tóxico quanto Césio 137.
O QVT é uma forma de
pensar em como as pessoas se sentem no seu trabalho, como elas veem a
organização da qual fazem parte, de modo global e abrangente. As empresas não
investem ou investem muito pouco em programas que promovam qualidade de vida no
trabalho, por acreditarem que a conta simplesmente não vale o “gasto” e isso
afeta diretamente na produtividade dos colaboradores acarretando em uma
acentuada queda nas margens de lucro de uma empresa, quando o empregador nota
isso, o que ele acaba fazendo é aumentando as exigências dos trabalhadores e
transforma a situação em uma catástrofe ainda maior.
Existe um termo no
Japão bastante expressivo e preocupante que remete ao assunto que estamos
discutindo, esse termo é conhecido como KAROSHI (Traduzido como: Morte por
excesso de trabalho) o que gera debates e uma onda de indenizações naquele
País. Considerando essa realidade do Japão como exemplo do que não deve ser
seguido, devemos nos preocupar em não nos inserirmos nesse contexto, levando em
consideração que o Brasil é o segundo maior em nível de Burnout que justamente
é causado pelo estresse.
De acordo com uma
pesquisa realizada por ISMA-BR (International Stress Management Association)
cerca de 70% da população brasileira afirma que sofrem com altos índices de
estresse relacionado ao trabalho. O estresse pode ser um gatilho para
incontáveis doenças, segundo a doutora em psicologia clínica, comunicação
verbal e presidente da ISMA-BR, Dra. Ana Maria Rossi. Problemas de saúde
como pressão alta, depressão, diabetes, câncer, derrames e até ataques cardíacos
podem vir a cometer os trabalhadores que sofrem exigências descabidas e
estresse constante, patologias psicóticas, causa ineficiência, redução da
criatividade e da produtividade, empobrecimento das relações interpessoais
etc...
As corporações que
aderiram aos investimentos em programas de QVT em suas operações notaram que o
desempenho de seus colaboradores começou a melhorar, as faltas e licenças
médicas também reduziram. O trabalho é bem mais do que sentar no escritório e
realizar tarefas rotineiras, é uma fonte de realização e os colaboradores mais
motivados são aqueles que veem oportunidades de crescimento, possuem meios de
conciliar sua vida profissional e pessoal, tem maior flexibilidade de horários
de entrada e saída (em especial para funcionários com filhos), licença
maternidade remunerada de seis meses, foco na meta e não no processo e o Home
Office se a função permitir, tudo isso independe de ter maiores salários ou
cargos de destaque nas organizações.
Em suma, é necessário
fazer constantes pesquisas de clima organizacional, levantar dados e
analisa-los a fundo para criar estratégias inteligentes para melhorar a
qualidade de vida no trabalho dentro e fora das empresas.
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